My Review: A Lenda do Santuário


Ontem eu finalmente fui ao cinema com os meus amigos, assistir ao novo filme dos Cavaleiros do Zodíaco, A Lenda do Santuário. Então hoje, eu vou lhes falar a minha opinião sobre o filme, então quem não viu ainda tenha cuidado pois contém alguns spoilers, então fique à vontade para ler outras postagens do blog!
O filme começa naquela clássica situação que já estamos cansados de ver no anime, que a mostra repetidas vezes. Aiorios é perseguido por Shura de Capricórnio, e neste caso também por Saga de Gêmeos, com o bebê Atena nos braços. No filme, o santuário parece estar acima das nuvens, o que me remeteu ao Monte Olímpio. E se a ideia foi fazer essa “comparação”, acho que ficou bem interessante. Aiorios cai em queda livre com o bebê nos braços, e logo depois é encontrado por Mitsumasa Kido numa caverna de gelo nas colinas o Himalaia. Se passam 16 anos, e Tatsume revela a Saori que ela é Atena, e que aquele poder estranho que ela tem se chama cosmo. Ele também lhe conta a história dos "Cavaleiros do Zodíaco" (Acho que ele quis dizer Cavaleiro de Atena, como era constantemente dito no anime, mais tudo bem!). De repente, eles são atacados por um cavaleiro de prata, (que eu não consegui identificar qual é) enviados pelo Mestre do Santuário a eliminar Saori Kido. Neste momento, surge Seiya todo se achando, seguido de Shiryu, Hyoga e Shun, fazendo poses um tanto egocêntricas. À primeira vista, os personagens têm algumas características bem diferentes da que conhecemos, como por exemplo: Seiya, como eu disse, egocêntrico, algo que ele não demonstra no anime. Hyoga parece ser ainda mais frio do que o gelo da Sibéria, Shiryu mais confiante e precavido, e Shun, que por sua vez não parece ser "tão medroso" quanto é no anime. Pelos menos, ele não falou que não queria lutar como era de costume ele fazer, e nem gritou pelo seu adorado irmão nos momentos de luta.
Agora na mansão kido, Saori e os cavaleiros de bronze são atacados. Logo eles percebem que se trata de um cavaleiro de ouro. Aioria chega como se fosse um cometa. Os cavaleiros de bronze tentam proteger Saori, mas eles são devastados rapidamente pelos golpes a velocidade da luz de Aioria. Ao ver os cavaleiros do bronze derrotados, Saori manifesta seu cosmo e surpreende o cavaleiro de Leão, que vai embora levando a armadura de sagitário. Após a luta com Aioria, Saori e Seiya conversam do lado de fora da mansão, e rola um clima aí, mas que é interrompido, quando Saori é atingida por uma flecha do cavaleiro de Sagita. Mas a flecha não causa nada a princípio. Sabemos que não é bem assim que acontece, é até uma mudança compreensível. Então temos a primeira aparição de Ikki, eliminando o cavaleiro de Sagita.
Eles decidem então que é hora de ir para o santuário, e nós vemos que o santuário realmente fica acima das nuvens, pois eles usam suas placas para abrir um portal com uma escadaria, e são tele portados para o santuário, onde se pode ver as casas flutuando no céu. Eles chegam à casa de Áries e são logo confrontados por Mú. Este, assim como no anime, é bondoso e deixa os cavaleiros de bronze passarem, até por que Aioria já havia lhe falado sobre Saori. Seguindo para casa de touro, eles dão de cara com Aldebaran em pleno banquete sabe se lá por que. Um Seiya autoconfiante, o encara e inicia a luta. Detalhes para expressão “Tiozão”, utilizada por Seiya para nomear Aldebaran, expressões clássicas de nossa dublagem brasileira. Como no anime, Seiya arranca o chifre de Aldebaran. Os efeitos da flecha de sagita começam a fazer efeito em Saori, com isso os cavaleiros de bronze seguem em frente e Saori e levada por Aldebaran e Mú logo atrás.


Luta Contra Aioria
A partir de agora as coisas começam a ficar bem estranhas e malucas nesse filme! Subitamente Seiya e seus companheiros chegam à casa de câncer! Sim você leu certo, casa de câncer. Você deve estar se perguntando está se perguntando: “mais e a casa de gêmeos? ”. Vá lá se saber o que aconteceu com a casa de gêmeos. Mas não é pelo fato de ela está vazia, que poderia simplesmente se apagada da história! Poderia ter pelos menos mostrado os cavaleiros passando por ela e dizendo “olha essa casa está vazia, vamos para próxima”, mais nem isso teve.  No entanto, é compreensível, já que a história teve que ser comprimida para caber um 1h30min
Então voltemos à casa de câncer, e lá as coisas são loucas! Ao entrarem na casa de câncer são recebidos pelo Máscara da morte, numa apresentação que me fez sentir como se estivesse assistindo os clássicos filmes da Disney. Por que diabos o colocaram ele cantando? Lembrei do filme da branca de neve, onde a todo o momento os personagens cantam uma música que tenha a haver consigo ou com a situação. E por que as máscaras dos mortos que ele matou, estariam cantando feliz “com ele”? Eu se fosse eles, no mínimo estaria ali contra a vontade e querendo a vingança, mas ne´...Esse Mascará da Morte, não se parecia nada com o do anime; e quem diria que ele usava uma cueca rosa por debaixo da armadura de câncer? Para bugar ainda mais a nossa mente, Máscara da Morte, lança Hyoga na casa de aquário, que já inicia a luta com seu mestre Camus. Mas calma, as coisas ainda mais loucas!

Cantoria na Casa de Câncer
Na casa de leão, ao menos, vemos aquela luta entre Aioria a Seiya, sem Cassius e Shina para interromper. Aioria está com aqueles olhos demoníaco do satã imperial. A luta até que ia bem, até ser interrompida por nada mais nada menos que Shaka de virgem. É, não teremos aquela luta épica entre Shaka e Ikki. Meu amigo que estava louco para ver essa parte, pois é um grande fã do Shaka, quase deu um infarto nessa hora! (kkkk). Sem contar, que Shaka já parecia saber de toda a verdade, e eu me pergunto: “por que ele ficou calado esse tempo todo? ”
Sendo assim Seiya e companhia seguem em frente, e se deparam com o cavaleiro de escorpião. Ou melhor dizendo, “a caveleira de escorpião”. Nesta hora fui eu que quase deu um infarto! Apesar de não ser o cavaleiro do meu signo, o meu favorito sempre foi o Miro, Milo, como quiser chamar, não importa! Essa foi a pior parte do filme para mim, o que deu na cabeça dos produtores mudar o sexo de um do personagem! Ao mesmo tempo aparece de Shura de capricórnio. E aí eu me perdi, por que estávamos lá na casa de escorpião, depois aparece Shura falando da casa de sagitário, mais o narrador diz que estávamos na casa de capricórnio. Sério, acho que o impacto da casa de escorpião foi tão forte, que eu me perdi! Ikki aparece e inicia a luta com Shura, que já aí passar a faca no Shun! Isso também não faz o menor sentido, mas agora nada mais faz sentido, não é mesmo?


Milo é uma mulher???
Seguindo em frente, Afrodite, que é golpeado pelo Mestre do santuário e cai em uma das casas logo abaixo da sala do mestre. Assim, não temos a luta na casa de peixes. O grande mestre logo se revela como Saga de Gêmeos, e se inicia a batalha final sem muitas emoções, apenas com Seiya fazendo a frente da batalha, vestindo a armadura de sagitário, e derrotando Saga com uma flecha junto de Atena... ahhh... eu desisto!
Concluindo, é perceptível que o meu ponto de vista sobre o filme é um tanto negativo. Mas, retirando as coisas loucas que eu mencionei, eu penso que a história até poderia ter ocorrido desta forma! Os efeitos de computação gráfica ficaram bons, principalmente no momento dos golpes e nas cenas de luta, apesar de eu não gostar muito de computação gráfica, eu até que gostei. Eu gostei muito da forma como as armaduras são armazenadas. As de bronze eram cordões com uma plaqueta que continham um símbolo da constelação, já as de ouro, eram mais robustas, pois eram na forma de placa maior. Também tivemos algumas cenas engraçadas que não eram comuns no anime, mas que ficaram legais. Mas o ponto fatal de tudo, creio que foi mesmo história. Mudar alguns fatos, personagens, tão drasticamente não foi uma coisa boa. Entendo que a saga do santuário é contada em 48 episódios de 20 minutos, e que comprimi-los em 1h30min, seriam necessários alguns grandes cortes, mais nada explica o fato de mudarem o sexo de um cavaleiro, e colocar o mascará da morte como se estivesse num filme da Disney. Acho que dava para manter a coerência da história fazendo alguns cortes mais estratégicos e alterações mais coerentes com os acontecimentos. Antes de assistir ao filme, vi muita gente na internet dizendo que o filme era ruim, pensei que fosse um pouco de preconceito de fãs mais conservadores, que não admitem mais nada, a não ser a série clássica, mas vejo que eles estavam de certa forma certos!

Plaqueta-Armadura

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