6 de novembro de 2016

My Review: The Holographic Principle

Eu estava realmente bem ansiosa com esse álbum, o tema, a arte (eu amei a arte), o EMF, tudo estava realmente empolgante. Mas este álbum não me encheu os olhos nem um pouco! Lembro de me sentir assim também quando o "Requiem For The Indifferent" foi lançado, em 2012. Eu demorei bastante para "aceita-lo", e acho que estou vivenciando isso novamente com o "The Holographic Principle".

Como não pude ir ao Epic Metal Fest Brazil, por que eu não tinha companhia e nem coragem de me aventurar numa cidade grande desconhecida sozinha, restou-me conformar e ficar em casa! E por sinal, foi um daqueles péssimo dias para se ficar em casa! Mas para compensar tamanha dor (que drama!), eu comprei alguns itens do merchandise oficial do Epica durante a pré-venda, que chegaram há algumas semanas atrás, e você pode conferir aqui neste post. Junto com o merchandise veio o álbum, e como só chegou agora, tive que ouvir da internet enquanto isso.
Como de costume, o álbum começa com uma pequena canção introdutória. "Eidola" é grandiosa e magnifica, é a única canção que eu realmente gostei de cara. Ela começa com aquele ar de mistério típico de filme de catástrofe sabe? Mas o que chama a atenção na canção é o belo vocal da pequenina Cato, filha do Coen, já mostrando suas habilidades desde cedo!
Então somos jogados para "Edge Of The Blade", e eu não consigo ouvir essa música sem que vídeo da canção passe pela minha mente. Como as demais músicas do Epica que precede a introdução, ela é balanceada e fácil de decorar. Pode-se dizer que ela é a música padrão de todo álbum do Epica. Eu acho  que ela tem uma estrutura muita parecida com a "The Second Stone".
Eu não sei vocês, mais acho que "A Phantasmic Parade" é uma música peculiar, talvez por que ele tenha sido escrito pelo Ariën. Ela tem um ritmo diferenciado, que não te deixa ficar sem bater a cabeça. E ao contrário do que muitos pensam, é esta a canção que fala sobre o filme Matrix. Ela começa com o teclado sutil de Coen quem continua mesmo a após a explosão de guitarras e da bateria. Eu gostei do refrão onde Simone alterna com o coral.

Quando vi o nome da faixa, juro que pensei que "Universal Death Squad" seria a mais pesada do álbum, que seria ao estilo "Victims Of Contigency" e "Manace Of Vanity", mas ela não é tão bombástica quanto essas duas. Ela começa calma com a orquestra até a vir a explosão. A primeira estrofe é maravilhosa, eu gosto desse "vai-e-vem" que a guitarra faz. A letra é bem interessante e fala sobre com a tecnologia tem nos sobrepujado e está no dominando, e que isso pode nos levar a destruição.
"Divide And Conquer" é uma canção que foge do conceito principal do álbum. Ela fala sobre os conflitos no Oriente Média, que são influenciados pelo petróleo e como a mídia reportar apenas "parte" da história. Esta é uma canção que eu ainda tenho um pouco de empatia, ela não é tão aquela grandiosidade como as outras que carregam o conceito parecido como "Deter The Tyran" e "Façade Of Reality". Ela é mais melancólica apesar do refrão inicial ser alternado por Simone e Mark.

Apesar do título, "Beyond The Matrix" não fala sobre o filme, basicamente fala de se está preso no matrix e como é difícil enxergar algumas coisas além dele. Eu realmente gostei desta canção, eu gosto quando o coral abre uma canção de uma forma tão grandiosa como nesta. Eu sinto um toque de suspense nas partes cantadas pela Simone. É interessante como ao meio da canção ela se torna calma, como se estivesse entrando num conto de fadas, até voltar a suspense!
"Once Upon a Nightmare" é realmente uma música melancólica, onde o destaque é sem dúvida a orquestra. No entanto, está é outra canção que ainda não me cai bem. A música começa calma, ao som do violino e vai crescendo até Simone entrar suavemente. A música segue tranquila até crescer assim como na introdução. Aqui somos agraciados com um pouco do vocal li rico de Simone, que tanto sinto falta. Eu adoro as baladas do Epica, mais essa me soa muito mórbida.

"The Cosmic Algorithm" foi a última que ouvi de todas. Isso por que eu baixei as músicas da internet para ouvir até que o álbum que comprei chegasse, e essa foi a única canção que não consegui baixar, então tive que esperar até o álbum chegar (e demorou!). Então fiquei na expectativa, eu pensava: "essa canção vai ser demais!". E sim, de fato é a que mais gosto do álbum. Ela também abre com o coral, numa introdução com uma bateria bem pesada, do jeito que gosto! Para mim, é a mais pesada e agitada do álbum. Ela é rápida, e tem viradas e mudanças de ritmo repentinos que eu admiro, e o refrão realmente contagiante, apesar de ter como base um tema que odeio: cálculo, matemática  e algoritmos.
"Ascension" é outra música que acho pesada e a minha segunda favorita até então. ela começa com um toque de suspense e mistério do piano de Coen em conjunto com a voz sutil de Simone, alternados com a bombástica bateria do Ariën. Nas palavras de Mark, a música fala sobre acordar e perceber que tudo é um holograma e do perigo de descobrir a chave para os mistérios do universo. Acho que o grande destaque aqui é os vocais de Mark, de todas as canções do álbum é onde está mais evidente.

Outra canção fora do conceito principal do álbum. "Dancing In A Hurricane" fala sobre a crise de refugiados pelo mundo e como as crianças tentam aproveitar sua infância em meio a essa crise. A canção é embalada por tambores e ritmo árabes, o que me faz sempre lembrar dos povos do Oriente Médio, onde essa crise afeta mais. É como ver aquelas pessoas caminhando por um deserto sem rumo tentando fugir dos conflitos.
Essa é outra canção pesada que eu gosto. Em "Tear Down Your Walls ", há um equilíbrio perfeito entre as partes da Simone, do Coral e do Mark, que por sinal ele quem dá o ponta pé inicial na canção, sendo que novamente ele é o destaque. Esta canção também não está no conceito do álbum, e fala sobre você está cercado de paredes, mais se não quebra-las, não poderá seguir em frente e crescer.

E então chegamos a mandante do álbum. A faixa-título não me impressionou muito, ela começa devagar, algo incomum para uma canção grande. Diferentemente das outras canções do estilo, ela não tem os "altos e baixos", inundações de coral e orquestras, que deixam a canção mais empolgante. Ela parece soar como uma música comum.


Versões Acústicas
Agora vou falar num geral das canções acústicas. Eu realmente não gostei de nenhuma, na minha opinião não é a cara da banda, elas fogem totalmente do estilo, soam como pop. A quem goste e pense que a banda está inovando, explorando outros horizontes, o que é bacana de um certo modo. Mas para mim, não agradou. Está a minha opinião pessoal.


Eu particularmente acho que "Immortal Melancholy" deveria estar no lugar de "Once Upon A Nightmare" como balada do álbum. É uma linda e melancólica canção, com um tema bem triste. Ela fala sobre um casal de amigos da Simone, que estavam com câncer e preferiram morrer juntos por meio da eutanásia. Resumindo essa canção é igualmente maravilhosa a "Tides Of Time".

Through Lucy Eyes

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