19 de março de 2016

Iron Maiden - The Book Of Souls Tour

Enfim chegou o grande dia do meu primeiríssimo show do Iron Maiden! Ansiedade estava a mil, na verdade já estava ansiosa desde de segunda-feira, imaginem então, no dia! Agora venho lhes contar todos os acontecimentos até o fim do show. Eu tentei tirar algumas fotos, mas elas não ficaram boas, pois eu estava muito longe e muito acima do palco, na cadeira nível 3 e apesar de ter um iPhone, o zoom dele é péssimo o que acaba tornando as fotos de baixa qualidade.
Eu acordei bem cedo naquela manhã de 17 de março, seguindo a rotina habitual arrumei algumas coisas que faltava e sai de casa por volta das 10hs para encontrar com meu pai e almoçar e depois seguir para local de partida de excursão. Em todas a excursões que fui, o veículo sempre atrasava, porém, desta vez como eu estava quase atrasada o veículo já se encontrava lá, e eu cheguei faltando 5 minutos para partir, mas ainda houve um tempo de tolerância e por voltar de 12h30 iniciamos nossa longa jornada a caminho da “The Book Of Souls Tour – RJ” ao bordo do apelidado Ed Force Busão (risos). A viagem estava um pouco monótona, algumas pessoas tentaram colocar algumas canções do maiden para tocar no rádio, mas o ônibus era desprovido de recursos USB, então tivemos que seguir em monotonia. Por volta de 13h30 fizemos uma parada, foi então que localizei um colega de faculdade no ônibus, então pude me enturmar, com as pessoas que estava com ele, nessa hora senti um alívio, pois como estava sozinha estava preocupada como eu iria fazer quando chegasse ao local do show estando desacompanhada. Pontualmente às 14hs caímos na estrada novamente, a partir de então, a viagem se tornou dura, cansativa e chata. Eu tentei tirar alguns cochilos, mas a ansiedade não deixava então me distraía filmando algumas paisagens interessantes no decorrer do trajeto.

Por volta das 16hs já estávamos o centro no RJ, pois o engarrafamento apareceu, eu já não aguentava ver placa escrito “Barra da Tijuca” e nunca chegar lá! Todos ficaram ansiosos quando finalmente avistamos o HSBC Arena, e se pudéssemos, descíamos ali mesmo, porém o ônibus teve que dar uma volta quilométrica, para pegar a via do outro lado para ter acesso ao HSBC Arena, devido a várias obras no decorrer da via. Contudo não era apenas a via que se encontrava em obras, o estacionamento do HSBC Arena também estava. Havia locais onde estava apenas com “pó de pedra”, com lama e poça d’agua, isso foi um inconveniente. Ao descer do ônibus não vi meu colega em lugar nenhum, me senti aflita, e segui com algumas pessoas da excursão. Encontramos o local da cadeira nível 3 bem rapidamente, haviam muitas pessoas orientando então foi bem simples. Porém ao encontrar o local para ficar, senti um profundo arrependimento de não ter trago os meus óculos! Tenho problemas para enxergar de longe, não tenho muito nitidez, então ficou complicado. No entanto, não havia nenhum obstáculo na minha frente a visão era limpa, porém sem nitidez! E além de estar bem longe era bem alto! Era bem íngreme e quem tinha problemas com altura certamente ficaria um pouco apavorado!
Não demorou muito para “The Raven Age” entrar no palco. Permaneci sentada, pois como não conhecia a banda, não havia motivos para “vibrar”. Eu me senti um pouco desconfortável em relação ao som, parecia estar em excesso e muito estridente. Eles tocaram por cerca de 40 min, ás 19hs30 encerraram o show, então foi finalmente procurar algo para comer, pois a única coisa que tinha no estômago até então era o almoço e balas mentos. O problema é que não havia muita escolha alí, tudo me pareceu um pouco caro. Ou comprava um hambúrguer simples (simples mesmo) por R$15, ou um cone de batata frita por R$15 ou um pedaço de pizza por R$15, optei pela pizza, peguei meu preciosíssimo pedaço e voltei ao meu lugar. Quando dei a última mordida no pedaço de pizza as luzes se apagaram, Anthrax entrava em cena, e desta vez o som estava mais agradável do que antes! Eu também não conheço Anthrax, mas ou contrário de “The Raven Age”, foi mais empolgante houve momentos que deu até para acompanhar mesmo não sabendo nenhuma música!!! O Anthrax encerrou o espetáculo às 20h50, então comecei sentir a adrenalina e ansiedade corre pelas veias, eu finalmente veria uma das maiores bandas de todos os tempos! Permaneci no meu lugar observando a montagem e desmontagem do palco. Enquanto isso percebi que a pista premium e normal, que estavam até então consideravelmente vazias, se encheram abruptamente.

Precisamente às 21h12 começa a tocar em introdução “Doctor Doctor”, a maioria das pessoas que estavam sentadas até então, (inclusive eu) ficaram de pé àquela hora, para receber o Maiden! Senti uma grande emoção que não há como explicar, parecia que eu ia explodir de tanta empolgação e felicidade. Termina “Doctor Doctor”, então temos um vídeo bem muito foda, onde adentramos à selva “Maia” até encontrarmos Ed Force One enrolado em algumas folhagens. Ele recebe um “empurrãozinho” do nosso amigo Ed que surge das profundezas!  Bruce pronuncia as primeiras palavras e logo o avistei no centro do palco realizando o ritual de “If Eternety Should Fail”. Era possível ouvir todos cantando a música junto com Bruce. Sem tempo para respirar veio “Speed Of Light”, durante o refrão apareceu parte do clipe onde Eddie passa pelo “buraco do tempo”. Ao fim da canção temos uma pequena pausa, Bruce agradece e conversa público e apresenta a próxima canção “Children Of The Damned”. Como ela não é uma das minhas favoritas eu resolvi sentar e apenas acompanhar assim como em “Tears Of A Clown”. Foi então que reparei que cada música possui um painel de fundo específico, que era alterado ao fim de cada canção.
Então acendem-se as luzes vermelhas sobre o palco, anunciando que a próxima era “The Red And The Black”, as luzes se focaram sobe Steve Harris, durante a introdução. Àquela altura eu já estava fritando ali dentro, mas Bruce permanecia cantando com uma blusa preta de manga longa. Então veio a explosão da galera o clássico “The Trooper”, que incendiou todo mundo. Bruce corria de um lado para outro no alto do palco com a bandeira do Reino Unido, como de costume. Eu tentei gravar essa canção, mas me enrolei na hora e apertei o botão errado e só gravei os primeiros 30 segundos (fail!).
Houve um breve silêncio até a risada aterrorizante de “Powerslave”, essa sim eu consegui filmar completamente, veja abaixo. Mas depois que eu me lembrei que queria me gravar era “Death Or Glory” que veio logo em seguida! Então temos uma pausa, onde Bruce parece falar um pouco sobre a civilização Maia, eu só entendi a parte que ele dizer “algumas delas simplesmente desaparecem!” e assim começa “The Book Of Souls”. Nesta longa canção eu decidir sentar mais um pouco, mas logo tive que levantar, quando Eddie entra no palco empunhando seu machado e tentando cortar a cabeça de Janick, que sempre tem uma “rivalidade” com Eddie e gosta de perturbar o mascote! Chega a hora do sacrifício e Bruce arranca o coração de Eddie e o joga para a platéia (infelizmente não consegui captar esse momento magnífico). As chamas se acendem dentro do caldeirão como se o ritual estivesse completo agora. Nessa hora me lembrei o tombo do Eddie na Argentina! (risos). Por fim ele saiu em segurança e por conta própria do palco!

Em seguida temos outro clássico, “Hallowed Be Thy Name” novamente aproveitei para sentar, já estava sentido dor nas pernas. As luzes se abaixaram, então percebi que era hora de uma das minha favoritíssimas, “Fear Of The Dark”. Outra que o público cantou do começo ao fim! Para falar a verdade, acho que todo mundo cantou todas o tempo todo! Seguimos para o hino da banda “Iron Maiden”, explodiu com o público. No meio da canção surge o Eddie Gigante atrás do palco, eu fiquei louca com isso! O mascote parecia estar vivo, foi realmente incrível! Eu consegui gravar o momento final da canção. Então as luzes se apagam há uma espera perturbadora, até que ouvimos ao fundo o sussurro peculiar de “The Number Of The Beast”, outra que deixa o público maluco! Para acalmar todos antes do final, temos a emotiva “Blood Brothers”. E para fechar outra de minhas favoritíssima, e que na minha opinião ficou perfeita para encerrar o show, “Wasted Years”, novamente posicionei o celular para gravar. Então chega ao fim o sonho, o espetáculo. Bruce agradece a todos, Nicko também agradece e todos gritam seu nome assim como eu, porque eu o adoro!

Eu aguardei um pouco até as pessoas saírem, novamente segui as pessoas da excursão. Durante o percurso para a saída, tivemos uma simpática manifestação contra nossa digníssima presidente Dilma. Todos começaram xingá-la! Entrei no ônibus esperando para voltar para casa. E ficamos literalmente esperando, pois o ônibus demorou 1h para sair do estacionamento, não havia ninguém orientando como sair do local e foi literalmente uma confusão para sair do HSBC Arena. Enfim dentro do ônibus me esparramei, mas mesmo com sono não consegui fechar os olhos de tanta emoção e felicidade que sentia. Agora de certa forma posso morrer feliz, pois tive a grande oportunidade de assistir ao menos uma vez, essa maravilhosa banda de heavy metal! É uma experiência única e incrível e quem tiver oportunidade, não a deixe escapar!
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  1. Aqui em Brasília foi sensacional! Bruce ainda continua mandando muito no vocal!

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    1. Se eu pudesse ai em todos os shows, Foi incrível!!!

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Through Lucy Eyes

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