12 de abril de 2015

My Review: Endless Forms Most Beautiful

Meu “Endless Forms Most Beautiful” chegou a seis dias atrás, eu estava muito ansiosa para que chegasse logo. Ele veio acompanhado de algo antigo, porém essencial, “Consign To Oblivion”.
“Endless Forms Most Beautiful” nasceu oficialmente em 27 de março, é o oitavo trabalho do Nightwish e o primeiro com a Floor Jansen, na liderança dos vocais! E creio eu, que este último fato foi a maior causa da maioria dos fãs (incluindo eu!), estarem roendo as unhas de ansiedade para ouvirem o álbum. Todos estavam ansiosos para ouvir como soaria o Nightwish agora com a Floor!

Primeiramente, gostaria de falar de uma coisa do álbum que sempre me desperta curiosidade, o encarte. Como de costume, o Nightwish não deixa a desejar! É incrível como eles conseguem expressar sobre o que a música fala através do encarte. As artes ficaram maravilhosas. Mas o que importa para nós é o conteúdo do álbum, então vamos lá!

Shudder Before The Beautiful
“Shudder Before The Beautiful” abre o espetáculo, poderosa e enfática num ritmo acelerado da orquestra e da guitarra de Emppu, até se acalmar um pouco com a chegada de Floor. Que logo na sua primeira frase, nos leva sutilmente aos primórdios da banda, nos lembrando do álbum “Ocean Born”. Em muitos outros sites, eu vi dizendo que essa música lembra muito “Dark Chest Of Wonders”, eu já não acho que se parecem tanto, as guitarras de Emppu me faz lembra mais de “Storytime”, porém no meio da canção (mais precisamente perto dos 3:50), pode se sentir um gosto de “Dark Chest Of Wonders”.



Weak Fantasy
Em seguida temos “Weak Fantasy”, que começa com um tom de mistério e um tanto bombástico. É a primeira música que me chamou atenção, eu gostei do ritmo dela que que permanece por quase toda a canção. Nela temos a primeira participação e Troy e Marco no álbum. Acho que esta música não pode ficar de fora do setlist.



Elán
“Elán” foi escolhida como single para anunciar a chegada de EFMB. É uma música calma que tem a gaita irlandesa de Troy que lembram muito “Last Of The Wilds”, logo no seu começo. Essa música mais fez lembrar da época em que o “Dark Passions Play” estava para ser lançado, e quem anunciou este álbum naquele momento foi a canção “Eva”. Coincidentemente a banda estava na mesma situação: primeiro álbum com a nova vocalista. E da mesma forma como naquela época, que torci o nariz para “Eva”, eu também torci o nariz para “Elán”. Ambas não tiveram elementos que chamaram a minha atenção, elas são músicas “equilibradas”; não são pesadas, mas também não são totalmente calmas.



Your Is An Empty Hope
Fica por conta da orquestra a abertura de “Your Is An Empty Hope”, dando lugar para uma guitarra, agora sim, bem parecida com a de “Dark Chest Of Wonders”. Floor chega duelando com o coral até dar lugar a Marco que fica com o refrão. No meio da canção, quando bateria de Kai fica rapidamente na solidão, me lembra muito “Scaretale”. Após isso, uma Floor enfurecida aparece até que voltamos ao começo!



Our Decades In The Sun
“Your Is An Empty Hope” sai para dar lugar a balada do álbum, a delicada “Our Decades In The Sun”. Ela começa com um toque suave da orquestra de crianças, seguidas pela voz calma e tranquila de Floor. A música vai crescendo com a entrada da bateria e guitarra até se tornar calma novamente.



My Walden
“My Walden” nos dá aquela sensação de que já estamos no meio do caminho e que o fim do espetáculo se aproxima. Essa é uma música um tanto alegre com aquele toque de “Imaginaerum” e Dark Passion Play”. O Refrão cantado por Floor e Marco lembra “I Want My Tears Back”, com a presença forte de Troy.



Endless Forms Most Beautiful
Então chegamos a minha favorita até então! Eu adorei essa canção! Notem como o começo dela é parecido com o começo de “Storytime”. O modo acelerado como as guitarras soam tornam-na uma canção empolgante. Lembro-me de ler um review que diz que essa música não tinha nada que chamasse a atenção, que era uma música comum. Não sei se sou eu quem é do contra, mas... eu gosto de músicas aceleradas como essa que dá vontade de você balançar a cabeça o tempo todo.
Edema Ruh
Depois de toda a correria de “Endless Forms Most Beautiful” voltamos para uma certa tranquilidade em “Edema Ruh”. Ela começa com um piano, que soa um tanto triste, meus olhos enchem de lágrimas quando nesta parte. Floor e Marco cantam calmamente e as guitarras cheias de emoção preenchem a música.
Alpenglow
“Alpenglow” tem um toque místico de aventura assim como sua antecessora, “Edema Ruh”. Possui um refrão que é fácil de se aprender e um grandioso solo de guitarra.
The Eyes Of Sharbat Gula
“The Eyes Of Sharbat Gula” é mais um dos belos instrumentais do Nightwish, porém longo demais! Sharbat Gula é uma garota afegã que ficou conhecido no mundo após sair na capa da revista National Geographic. A música começa com instrumentos rítmicos acompanhados pelo piano suave de Tuomas, com uma pitada de mistério. Destaque é a atuação do coral de crianças no meio da música. Essa música no diz que o fim está próximo, muito próximo, mais ainda vai demorar um pouco! Kkk

The Greatest Show On Earth
Embalada pelo som de “The Eyes Of Sharbat Gula”, começa “The Greatest Show On Earth”.  Essa é mais uma longa canção do Nightwish, onde é contada a história de evolução do nosso pequenino planeta. Com uma longa introdução para a primeira parte da canção “Four Point Six”, onde temos o único momento lírico de Floor em todo o álbum. Seguimos com essa introdução até perto dos 6 min, quando Richard Dawkins discursa algumas palavras dando início a segunda parte da canção, intitulada “Life”, até vir à tona agitação da música passando a vez para Floor. Logo a música se vai e deixa o espaço para os vários animais do nosso planeta e você se sente em meio a selva africana! Ao fundo podemos sentir a orquestra voltando assim como a banda. Marco abre a terceira sessão da música “Toolmaker”, acompanhado de Floor, e ao final dessa sessão, podemos ouvir som de tambores e mais animais circulando. Há uma batida ‘dance’ antes do enfático “We were here”. Após uma grande explosão, temos “The Understanding”, com um suave tom de piano e da gaita irlandesa de Troy, Richard Dwkins declama mais algumas palavras! E então temos a última parte da canção, “Sea-Worn Driftwood”, com um tom suave da orquestra acompanhada por sons de maré do oceano onde parece estar a nadar livremente um golfinho (acho que é o som de um golfinho!), enquanto Richard Dawkins, faz sua última aparição no disco fechando o espetáculo.

Por fim, “Endless Forms Most Beautiful” é um grande e poderoso álbum, que conta a complexa história da humanidade, e inicia a nova era da banda. Muito diferente do seu antecessor, eu “digeri” muito mais rapidamente esse álbum, ele tem todos os elementos típicos que o Nightwish adquiriu recentemente sem deixar o seu peso tradicional de lado. Os destaques para mim foram: Weak Fantasy, Yours Is An Empty Hope, Endless Forms Most Beautiful

Through Lucy Eyes

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